quinta-feira, 13 de outubro de 2011

de uns tempos pra cá...

...ah, muita coisa mudou, afinal, faz mais de um ano que não escrevo aqui.
Minha vida mudou de tal forma, meus pensamentos seguem rumos diferentes... meus sonhos e desejos parecem começar a sair do papel.
Dei uma reviravolta na vida profissional (uh, mudei sim, mas nem tanto), conheci pessoas, que pensam como eu, muita sincronia/sintonia de ideias, pessoas que são apaixonadas pelo que faz e fazem muito bem feito. Tô curtindo. Mas não sei, parece que as coisas estão em plena transformação, processo de crescimento infinito.
E, pasmem (aaah), tenho recebido elogios de meus textos de gente interessante. Gente de patamares grandes, de níveis altos de intelectualidade (ui!).
É preciso acreditar mais nas pessoas que estão ao meu redor, eles já gostavam dos meus textos antes. Quem sabe eu não me solte mais desta vez!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Com açúcar, com afeto

Um dos dias mais agradáveis este ano foi ter reunido a minha família e a do Eric para um almoço bem descontraído aqui em casa. Aquela coisa das famílias se conhecerem, sabe? Foi muito especial porque a minha mãe preparou suas especialidades, todo mundo se reuniu na sala de jantar e se sentiu à vontade, comendo, bebendo, jogando conversa fora como se todos já se conhecessem desde sempre. O Eric e eu ficamos muito satisfeitos e felizes.
Ah, sabe quando a gente tem certeza de que tudo vai dar certo pra nós? É isso que eu senti naquele dia.
E sabe também? O nosso relacionamento ficou ainda mais forte.
Delícia tudo isso, não acha? =)

















segunda-feira, 21 de junho de 2010

Adorei!

Demais este comercial!
video

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Minha humilde homenagem

Foi triste abrir uma página de notícias na internet e saber de sua morte. Mas, para uma pessoa que já fez tanta coisa boa, o que nos resta hoje é querer que ele descanse em paz!
Olha, confesso que José Saramago não é o meu portuguesinho preferido, não nego minha paixão descarada para àquele que inspirou a vir para o caminho das letras (Salve, Fernandão!), mas assim mesmo presto a minha homenagem aqui ao Saramago que me fez descobrir, entre suas obras muitas vezes difíceis de ler para alguns, algumas obras lindas, cheias de delicadeza e suavidade em seus livros infantis.
Lindos, lindos, lindos! Que pude desfrutar em uma exposição aqui em São Paulo no Instituto Tomie Ohtake o qual comentei num post passado.
E ainda "O conto da ilha desconhecida" que ter cara de ser infantil, mas o texto é riquíssimo e nos faz refletir muito. Isso para quem gosta de viajar no mundo das letras e das possibilidades interpretativas, né, teve gente que não sentiu muita essa curtição não, rs.
E como quase sempre não consigo deixar de escrever sem dar uma dica cultural, tá aí a dica desta leitura.


quinta-feira, 11 de março de 2010

Não sabe como se escreve uma palavra, então procure no dicionário!

Já faz 4 anos que trabalho como revisora de textos e é engraçado eu nunca ter comentado sobre isso por aqui. Gosto muito da língua portuguesa, de estudá-la, mas não sou a melhor pessoa para dar dicas de como escrever melhor ou para dar aulas de como fazer uma redação perfeita, mas pelo menos, sei que tenho fluência do português, isso eu posso garantir. Até porque essa história de “saber tudo” não tá com nada, ninguém sabe tudo, por isso a reciclagem nos estudos, a leitura diária de boas fontes é essencial para quem trabalha com isso. Não paro de estudar nunquinha!

Pois bem, tenho uma relação séria com textos, tenho a função de deixá-lo o mais coeso e coerente possível (salve Maria Adélia!), substituir ou trocar algumas palavrinhas que sejam necessárias para uma melhor compreensão para quem for ler nossas publicações, corrigir erros ortográficos e substituir neologismos. Hã, não tá acreditando no que leu “substituir neologismos”? Mas é isso mesmo, infelizmente o hábito de buscar uma simples palavra no dicionário não é comum para as pessoas, e o pior de tudo, nem mesmo para quem escreve profissionalmente.

Antes era até mais difícil ter acesso ao livrão “pai dos burros” (não gosto dessa perífrase), mas um pequeno dicionário Aurélio, Houaiss, Bechara, Michaelis, qualquer que seja vai te salvar no momento de dúvida. Porém é mais fácil escrever errado e passar para a revisora corrigir, não é mesmo? HA, HA, HA!

Tem palavras que, eu admito, não conheço e nem fazia ideia de como se escrevem quando me perguntam. Um exemplo foi na semana passada quando me perguntaram se a escrita de pulsilânime estava correta. Gente, não conhecia essa palavra e não sabia como procurar, pois no dicionário online que consulto não havia esta palavra. Depois de buscar no dicionário do Bechara, no VOLP e até no Google (às vezes procuro no Google para ver se há alguma referência do idioma do qual foi escrita certas palavras, sua etimologia etc.) é que descobri que no texto estava escrito incorretamente: pulsilânime estava errado, o correto é pusilânime, sem o L.

Gosto desses “desafios”, gosto de aprender palavras novas, é assim que se deve fazer, buscar até encontrar qual é o problema que não se encontra no dicionário num primeiro momento, numa primeira pesquisa. E me sinto realizada quando consigo ajudar.

Porém (sempre há um porém) ao revisar um texto casual e que, a meu ver parecia muito simples, eis que leio algo assim:

“Pinte em torno dos sírios (dos olhos) conforme a imagem abaixo”.

Opa, sírios dos olhos? Não é uma palavra da qual usamos no nosso dia a dia? E também não é nada difícil como pusilânime, certo, ou estou sendo muito rígida com aquele que tem por função profissional escrever todos os dias? Há outros exemplos, não vou descrevê-los neste mesmo post. Pode ter sido descuido ou falta de atenção por querer entegar o texto mais rápido? Pode ser, pode ser... se ocorrer mais de três vezes seguramente não, o que acham?

Pois é. E ainda dizem (muitos por aí) que não precisam mais de revisores, que somos uma “raça extinta”, logo não existirá mais. Dizem também que brasileiro não lê – dizem assim mesmo, generalizando tudo – que não temos que nos preocupar se está totalmente correto ou não, nem vão perceber. É cada coisa que temos que escutar... ainda bem que não os levo a sério.

Por que toda vez que vou a uma biblioteca pública está sempre lotada? Por acaso virou um novo ponto de encontro, as pessoas vão a biblioteca para não ler livros? Estranho né, essas pessoas certamente precisam se informar mais, e ironicamente falando, precisam ler mais.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Talentinho amaldiçoado

São 4 da tarde. O dia está frio e chuvoso e preciso de um ânimo para continuar trabalhando. Falta pouco, eu sei, mas preciso de alguma coisa para me distrair... comer, por exemplo seria uma boa ideia. Vou para a sala do café, encho a minha caneca e pego, timidamente, a barrinha de chocolate na minha bolsa. Digo timidamente e silenciosamente para que ninguém perceba. “Ai, adoro essa barrinha, quero comê-la sozinha, hehehe...”.
Eis que fiz como sempre faço: parti com as mãos antes de abrir o pacote os quadradinhos para beliscá-los. “Hmm... que delícia!”
Terminado todo o café, chegou o momento de desfrutar as partições: na verdade foi uma única partição. O pecado da gula me castigou e sinto um mal estar, uma náusea como se aquele pedacinho de chocolate Talento estivesse estragado, argh!
E agora, faltando uma hora para terminar o expediente e sem o meu amigo chádeboldo para me salvar, volto a trabalhar decepcionada e triste vendo o ex-queridinho chocolate ser desprezado por mim na lata de lixo.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

tá difícil saber viver

tudo o que eu falo,
o que eu faço ou não faço,
resmungo ou fico calada
tudo, tudo é mal compreendido
não dá sentido
e só causo desavenças,
machuco corações...

então
para quê tentar mais
estou me cansando, já faz um tempo atrás
que eu penso em me calar.
calar pra sempre, só dizer o necessário.
nada de sugestões, nada de conselhos,
tornarei-me um robô da minha rotina inútil.

mas pelo menos,
pelo menos não magoaria ninguém
com esse sei/não sei
com essa indecisão,
com esse não saber viver na solidão.


PS: Aqui passou um invasor querendo expor seus sentimentos com um texto tolo e sem revisão (para contrariar o dia a dia desta humilde dona do blog).

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Todos os verbos

2 em 1

Dois shows em um mês. OK, você pode estar pensando: nossa, The Cranberries e Metallica, wow!
Hmmm, não!

Vamos por partes: meu irmão ficou sabendo de uma programação de bandas fazendo covers de bandas famosas, e como não poderia ser mais perfeito, juntaram a melhor banda do Brasil (na minha humilde opinião) com a banda mais rock'n'roll de todos os tempos: Forgotten Boys toca Rolling Stones! E nem preciso dizer que foi simplesmente incrível. Chamaram até umas menininhas para fazer os backing vocals e ficar tudo completo e bonito.

Ter ido neste show foi legal por vários motivos: um passeio em família com direito a companhia de minhas irmãs e meu irmão; uma banda que eu adoro tocou músicas que eu mais gosto dos Rolling Stones e a última, o show foi lá no Sesc Pompéia, adoro aquele lugar, sempre me traz boas recordações...



O segundo show foi no último dia do mês, com direito a lotação máxima do teatro do Sesc Pinheiros, da Zélia Duncan. Adoro sua voz rouca e suave, e as letras das músicas que ela toca são superagradáveis. Gosto também quando um artista me surpreende; ela, além de ser um finesse de pessoa, mostrou em seu show que conhece muito do que está acontecendo no meio musical brasileiro. Tá ligada com atrizes, atores, produtores, poetas, cantores, com os seus fãs. E parece que ela sempre retribui o carinho que recebe, daí vem, imagino eu, o reconhecimento do público e o seu sucesso em tudo que faz.

Emocionei-me ao saber, por ela mesma, que recebeu uma cartinha de uma fã, que tem “problemas de audição” e que adora suas músicas. Zélia também se emocionou e fez uma música para esta fã, além disso, aprendeu a linguagem de sinais para poder se comunicar melhor com ela. Lindo, não?

É uma atitude simples, mas totalmente humana... de uma delicadeza sem tamanho.

E comecei a gostar mais ainda dela, a prestar mais atenção em suas letras, em seus trabalhos.


É isso! Meu janeiro foi assim: idas e ao Sesc me proporcionou programas baratos e divertidíssimos com as pessoas que mais amo neste mundo. Só faltou os meus pais, né, mas um dia eu ainda consigo esta vitória, rsrs...

sábado, 7 de novembro de 2009

Ah, que saudades...



A nossa queridíssima foi embora.
Não pensei que ia falar sobre isso tão rápido, há pouco fiz uma homenagem para ela aqui.
Sei que é um pouco egoísta falar que a queria mais um tempo na minha vida, mas sinto uma saudade tão forte, tão forte que já não cabe mais em mim.
Ela se foi como sempre foi, linda, meiga, dócil, mas sofreu muito nos seus últimos minutos. Rezamos tanto para que ela não sentisse tanta dor e sofrimento, mas só parou de sofrer mesmo quando o seu coração não mais a permitiu viver.
O que me resta dizer é que a agradeço por todos os dias da minha vida ao meu lado, por permitir que aprendêssemos tudo que aprendemos nesses anos e que, com toda a certeza, estará sempre em nossos corações.